PRNeo0097 - A Ira do Reekha

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

c neo97

Um julgamento de fachada — a Humanidade numa revolta aberta

Título Original: Zorn des Reekha

Autor: Michael H. Buchholz

Tradutor: José Antonio

Artista da capa alemã: Dirk Schulz / Horst Gotta

Publicação na Alemanha: 5/06/2015

Publicação no Brasil: Abril de 2018

Época: 21 a 22 de Janeiro do ano de 2038

Local da ação: Terra

Resumo

Chetzkel, reekha da 312ª Patrulha Avançada de Fronteira do Grande Império e supremo comandante da frota do Protetorado Larsaf, retornou com sucesso de sua expedição punitiva contra a pequena frota terrana. A AGEDEN está fortemente danificada devido a dois ataques sofridos de dentro e a maioria das unidades dos rebeldes escaparam. No entanto, as unidades de Chetzkel destruíram duas importantes naves de combate dos terranos e seus aliados, o cruzador de combate ITAK’TYLAM e o cruzador KATMAR. Ele também fez vários prisioneiros de guerra. Os naats, ferrônios e humanos foram capturados antes que a bomba de Árcon de Chetzkel pulverizasse a colônia Nova Terra. Os prisioneiros são colocados no cargueiro VEARAN, onde agora vão para enfrentar uma corte marcial. Com alegria sarcástica, o reekha torna claro ao Zelador Satrak que os prisioneiros de guerra estão sujeitos à jurisdição da frota. O veredito contra combatentes inimigos só podia ser a morte. O arcônida ofídico determina que sua amante terrana Mia Weiss encontre um lugar adequado para a execução em massa. Ela faz a tarefa, embora tenha um mau pressentimento. Ela acredita que a fúria de seu benfeitor contra planetas inteiros e sua vida inocente, produzida em longos anos de evolução, vai provocar uma reação do Universo. Mia escolhe a Arena Ruhr em Dortmund para o espetáculo público. Antes, no entanto, a base da frota de Baikonur é isolada hermeticamente com a operação Chuva de Aço. Ali, o comando dos humanos se infiltrou na AGEDEN, o que foi quase mortal para o orgulho da frota do Protetorado. Agora, por fim, a Humanidade pode ser colocada em seu lugar. O julgamento contra Asech Kelange finalmente rompeu os limites. As revoltas e distúrbios esperados são bem-vindos para Chetzkel. Pois essa seria a ocasião para demonstrar com toda a dureza que a resistência ao Império é inútil. Mundos visados por Árcon são assimilados. O supremo comandante militar prepara meticulosamente o julgamento, precisamente porque os vereditos já estão certos. Ele não quer que mais tarde nada, por causa de erros de formalidades, recaia sobre suas costas de pele de cobra. Campos defensivos e campos de força devem separar os prisioneiros, os juízes do tribunal e o local de execução dos espectadores. Robôs de combate patrulham a borda do campo. Na véspera do julgamento, os prisioneiros de guerra são levados da VEARAN para o estádio. Uma tentativa desesperada de escapar falha. Jakkat, o engenheiro-chefe da AGEDEN, também analisou o ataque à positrônica durante as operações de combate contra a frota terrana. Ele conclui que apenas uma IA altamente desenvolvida é capaz de fazer isso. Aito, a IA do Zelador.

Orome Tschato é um prisioneiro de guerra. Ele era membro de um grupo de infiltração que deveria interferir no ataque da AGEDEN à Nova Terra. Durante a retirada de seus companheiros, ele ficou para trás, para proteger suas costas, e assim caiu nas mãos dos sitiantes. Ele agora está vagando na VEARAN entre ferrônios, arcônidas e humanos que compartilham seu destino. Os naats foram separados deles. Com isso ele encontra o ferrônio Chaktor, o estranho Josué Moncadas e o eruchino Asir Keithea, que pouco tempo antes era membro da frota do Protetorado. Quando Keithea deixa claro a todos que não há misericórdia para prisioneiros de guerra, os quatro decidem fazer alguma coisa. O mutante Josué Moncadas deve ir até os naats, com Asir Keithea e Orome Tschato, e libertar pelo menos alguns deles. Esses combatentes destemidos melhorariam em muito as chances de fuga. Além disso, Chaktor quer organizar a resistência entre os prisioneiros. Com seu dom psi, Moncadas destrava o interruptor que abre a escotilha e desativa brevemente os campos defensivos energéticos. Keithea, que está familiarizado com a nave do Império, consegue para eles geradores de campo espelhado, com os quais se camuflam como membros da tripulação. Então eles chegam aos naats e descobrem que a investida foi em vão. Os arcônidas tomaram precauções especiais de segurança. Desapontados, os três retornam à prisão. Resta apenas a tentativa quase impossível de se armarem com cacos de suas canecas e aproveitarem a primeira chance durante sua remoção. Mas mesmo isso é frustrado. Os prisioneiros são transferidos com raios tratores para a Arena Ruhr em Dortmund e colocados sob um campo de força. Uma última tentativa de atacar o comandante da AGEDEN e o juiz que preside a corte marcial, Yer’em Suleng, falha miseravelmente. Agora, apenas um milagre pode ajudar.

Satrak, Zelador do Protetorado Larsaf, não acredita no que aconteceu. Sua positrônica Aito falhou. Seu adversário, o reekha Chetzkel, retornou. E ele vai descobrir quem é responsável pelo atentado à AGEDEN. A vida do istrahirano parece perdida. Além disso, o supremo comandante militar do Protetorado volta com centenas de prisioneiros de guerra, com quem ele quer fazer um julgamento em Larsaf III. Não há dúvidas que as sentenças serão de morte. Os esforços de Satrak para preservar a paz na Terra terão sido em vão se os juízes da corte marcial, que Chetzkel quer realizar publicamente, condenarem e executarem os humanos e os ferrônios e naats aliados. Isso provocará a insurreição esperado por Chetzkel. Em uma última tentativa infrutífera, o Zelador quer ficar com prisioneiros do reekha. Mas a lei imperial está do lado dele. As circunstâncias especiais fazem Satrak recorrer a meios extraordinários. Ele se aconselha com o terceiro homem à frente do Protetorado. Ele sabe que o celista Jemmico é fiel ao Grande Império e à Imperatriz Emthon V. Mas o Coordenador de Segurança também atua com precaução e sem ambição para a violência sem sentido. Segundo o conselho e o entendimento silencioso de Jemmico, Satrak se volta para o Administrador da União Terrana, Homer G. Adams. Em um chá, onde os dois políticos utilizam alusões e frases encobertas, pode-se chegar à conclusão que eles vão agir em conjunto nesta situação. Para o istrahirano, que está disposto a sacrificar sua carreira, talvez até sua vida, pelas suas convicções, isso permanece incerto até o dia do julgamento de fachada.

Thora da Zoltral acredita estar no lugar errado. Em vez de ajudar os humanos contra a ocupação por seu próprio povo, ela está sentada em um trem de alta velocidade para a Alemanha e encara um gigante de quatro braços e três olhos. Bai Jun, líder da Free Earth e ex-prefeito de Terrânia1, pediu à orgulhosa arcônida que observasse o alienígena. Mas mesmo ela, uma astronauta experiente e certamente uma especialista em vida extraterrestre, nunca tinha visto tal criatura. Ele também não é do agrado dela. Contrariando sua natureza, ela tem medo de seu despertar. As poucas palavras que os cientistas da Free Earth apanharam com seus tradutores são Fancan Teik, Halut, Asskor Tavirr. Crest da Zoltral, o pai adotivo de Thora e amigo de Perry Rhodan se comunica por uma conexão de vídeo. O derengar parece fortemente abatido desde que tirou o ativador celular. Mesmo para ele, o ser é desconhecido. De repente, o gigante desperta. Como se os grilhões de aço toolox não existissem, ele agarra rapidamente a arcônida e a observa com seus três vermelhos. No entanto, isso não é um ataque. O gigante, que se chama Fancan Teik, quer saber onde e em que tempo está, e também quer que o levem a Asskor Tavirr ou outra pessoa das estrelas. Thora não sabe o que fazer com pessoa das estrelas e Asskor Tavirr, mas ela diz que ele está na Terra, o terceiro planeta. A partir da imagem das estrelas atuais do céu, seu cérebro planejador calcula o momento. Fancan Teik então cai choramingando. Thora perde o fôlego quando descobre que sua nova amizade esteve 50.000 anos em estase. A ligação para a IQUESKEL em Pico, onde Crest está e de onde ele presenciou Thora ser capturada pelo monstro, está interrompida. Agora que está de pé de novo, ela não acredita em seus ouvidos. Ela deve ir para a IQUESKEL. Crest não acredita que a Humanidade tenha mais alguma chance e quer fugir. Fancan Teik se aproxima dela. Ele ouviu a conversa. Teik, por causa de suas convicções, tinha abandonado sua vida antiga e vindo para o sistema para ajudar os humanos. Thora fala sobre os últimos acontecimentos e as previsíveis consequências. Agora Thora e os humanos têm um novo companheiro de luta. O trem continua veloz para Dortmund.

A corte marcial começa. Satrak e Homer G. Adams sentam-se lado a lado na tribuna de honra da Arena Ruhr e trocam cortesias superficiais. Sobre os espectadores, flutuam os drones, que deveriam fazer traduções, mas provavelmente ouvem as conversas. Chetzkel observa impaciente as acusações dos seis juízes do Império leais a ele. Através do estádio, paira a hostilidade de milhares de espectadores. Aito, a positrônica do Zelador, chama a atenção para cerca de seiscentos espectadores singulares. O Administrador sorri para o istrahirano quando o caos começa. Com projéteis explosivos, os combatentes da Free Earth invadem o interior do estádio e disparam contra membros e robôs de combate da força de ocupação. O campo defensivo em torno dos prisioneiros entra em colapso. Josué Moncadas, com seu paradom, abre uma falha estrutural e Orome Tschato e Asir Keithea atravessam e assumem o controle do gerador. Os temíveis naats se lançam no caos. Eles querem morrer honradamente. Chetzkel tinha contado com a rebelião, mas fica surpreso com o número de rebeldes e com o armamento a que tiveram acesso. Chetzkel ordena que a ação de raios tratores de uma corveta recupere os prisioneiros que fogem enquanto seu olhar cai sobre o odiado Satrak. Agora ele vê a chance de se livrar do fraco Zelador. Ele persegue seu adversário através das catacumbas do estádio quando ouve um terrível grito. Sinalizando que novos combatentes apareceram. Thora da Zoltral e Fancan Teik atacam. Enquanto a arcônida em traje de combate invade o hangar aberto da corveta e provoca a queda da nave auxiliar com granadas térmicas, Teik arrasa os combatentes e robôs do adversário e chega finalmente à sua recompensa, Chetzkel. Bem quando este ia se livrar de Satrak, Fancan Teik ataca e desaparece com o istrahirano. Os combates declinam, a maioria dos prisioneiros submerge em Dortmund. O estranho trio também dá o fora a tempo. Sob disparos, Thora, Fancan Teik e Satrak escapam pelos subterrâneos da cidade. O Zelador vivo é uma última chama de esperança para os humanos.

Chetzkel parece paralisado pela exitosa operação dos humanos. Sua tentativa de espetáculo falhou. Os prisioneiros fugiram. Um monstro amedrontador e a arcônida Thora da Zoltral lutam ao lado dos humanos e, não menos importante, Satrak escapou novamente. Mas ele logo reconhece que isso é uma vantagem. Ele se coloca no topo do Protetorado e impõe a lei marcial em Larsaf.

1Nota do revisor: no original, o autor erroneamente o indicou como Coordenador para a Segurança, cargo que era de Mercant.

Gostou deste resumo? Participe do Projeto Traduções! Clique aqui para criar uma Conta.

Imprimir