PR1936 - No Para Bunker

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PR1936

"Preso na lua de Saturno – eles o chamam de mutante da morte"

Título Original: Im Para-Bunker

Autor: Peter Terrid

Tradutor: 

Artista da capa alemã: Swen Papenbrock

Publicação na Alemanha: 29/09/1998

Publicação no Brasil: 

Época: Junho de 1290 NCG

Local da ação: Sistema Solar

Personagens principais: Vincent Garron, Tuyula Azyk, Noviel Residor, Lionella von Zar, Ovelo Kerren, Lancelot Barnigg

Curiosidades: 

Visão Geral

Resumo

Em março de 1273 NCG, 17 anos antes dos acontecimentos correntes do ano 1290 NCG, Vincent Garron vai para bordo da estação espacial galática Lyra-PSR-14. A plataforma Lyra-PSR-14 tem como missão principal observar fenômenos estelares raros. Vincent Garron é um experiente astrofísico e vai prestar serviços à estação. A única peculiaridade que dá na vista no início de sua pesquisa rotineira é a afirmação sobre Garron de que ele às vezes só enxerga em preto e branco. Como os médicos que fizeram exames anteriores nunca diagnosticaram uma possível causa para o defeito visual, Garron não deu grande importância às afirmações do Dr. Lancelot Barnigg, que o examinou.

Pouco depois, durante o estudo de uma estrela, acontece um acidente. Uma equipe de pesquisadores parecia ter se arriscado a ir com seu space-jet muito perto das erupções energéticas de um sol e foi atingida pelas hiperrADIAções. Dos três membros da tripulação resgatados, dois estão mortos, apesar de usarem seruns. O único sobrevivente é Vincent Garron! A autópsia nos corpos dos dois outros cientistas cria enigmas para Lancelot Barnigg. As cabeças dos homens estão terrivelmente desfiguradas e dão a impressão de que seus olhos explodiram, literalmente falando. Lancelot Barnigg não consegue explicar os ferimentos e transfere os corpos para Tahun, o antigo centro médico da USO. Os médicos em Tahun confirmam o diagnóstico de Lancelot e fazem outra descoberta espantosa ao examinar os seruns. A carne, o tecido muscular dos homens parece ter sido cozido! Os cientistas descartam em pouco tempo essa versão, no entanto deparam-se logo com a questão de como um efeito de calor tão potente como esse poderia agir sem causar maiores prejuízos à pele do corpo. A pele não foi queimada de forma alguma, mas parece descorada e como se estivesse revestida de finas tiras. Após análises detalhadas, tudo parece indicar que os homens foram mortos por uma forte rADIAção de micro-ondas. Mas naquele momento ninguém consegue dizer porque somente Vincent Garron em especial tinha sofrido apenas queimaduras externas “normais”.

Quando Lancelot Barnigg tenta entrar em contato de novo com Lyra-PSR-14 após a conclusão dos exames, a estação não responde. Uma premonição incerta invade o médico. Quando ele dá uma olhada em um terminal de dados com a ajuda de uma amiga, alimenta mais suas suposições indefinidas. São relatados diversos estragos na estação e não se consegue contatar ninguém da tripulação. Quando Barnigg finalmente voa para a estação em companhia de alguns soldados espaciais, a horrível verdade revela-se aos homens. A tripulação inteira não está mais viva. Os homens e mulheres exibem os mesmos ferimentos fatais que foram examinados antes pelos cientistas de Tahun. Apenas Vincent Garron, que ainda se encontra na estação médica, sobreviveu à catástrofe. O terrano e os cadáveres da tripulação são transferidos imediatamente para Tahun.
Após uma simulação sintrônica do incidente com o malogrado space-jet, os cientistas de Tahun chegam a uma conclusão surpreendente. A fonte da rADIAção de micro-ondas é igual a Vincent Garron. Garron é um mutante e pode emitir arbitrariamente ou espontaneamente uma rADIAção de micro-ondas mortal! Um nome para a nova capacidade do mutante é rapidamente encontrado: microfrequenciador. Os cientistas de Tahun começam a se perguntar se as queimaduras que cobriram o corpo de Garron foram uma simulação ou uma consequência do acidente com o space-jet. Como não aconteceu nenhum efeito do calor dentro do space-jet, mais e mais vozes dizem que Garron causou as queimaduras em si com ajuda de seu dom. Mas por que motivo, ninguém consegue explicar. Entretanto, as especulações mais comuns são de que Garron provavelmente perdeu a razão. Por segurança, o mutante é colocado em um estado de sono profundo, que reduz suas funções vitais a um mínimo, e decidem transferi-lo de Tahun para Mimas.

Terrânia, abril de 1273 NCG: Lancelot Barnigg entrega seu relatório sobre Vince Garron diretamente à chefe do SLT, Gia de Moleon. Infelizmente ele não pode transmitir boas notícias, porque Garron havia conseguido escapar da clínica em Tahun. Ele tinha matado os guardas e enfermeiros com seu dom conhecido. Vincent Garron havia tornado-se um assassino inescrupuloso e era classificado como extremamente perigoso. Ele consegue se esconder por um bom tempo em Tahun, o que por sua vez levanta as suspeitas de que o terrano deva ter ainda mais outra capacidade mutante, a sugestão. Como Vincent Garron não tinha amigos em Tahun, mas apesar da busca em todo o planeta encontrava evidentemente numerosos ajudantes que lhe concediam abrigo, não se podia tirar outra conclusão que não fosse o homem possuir múltiplos talentos paranormais. Posteriormente, Garron consegue deixar Tahun e dirigir-se ao Sistema Solar com a nave médica ADIA. O destino da nave é Mimas. Lancelot Barnigg, que viera por transmissor a Terrânia para entregar seu relatório a Gia, chegou na frente da ADIA. Ele explica a Gia que Garron também é descrito como um hiperceptor, ou seja, alguém que consegue observar processos hiperfísicos.

Quando a ADIA se aproxima de Mimas, Gia de Moleon manda um comando de abordagem ir a bordo para capturar Garron; entretanto, o comando terrano encontra apenas cadáveres terrivelmente desfigurados. Como não há maneira de encontrar Garron e o transmissor de bordo não havia sido usado, pode-se tirar apenas uma conclusão: Garron havia desenvolvido mais uma capacidade mutante – a teleportação. Como Mimas está bastante perto, supõe-se que o mutante havia saltado para a lua de Saturno, deixando realmente a trilha da morte atrás de si. Apesar das buscas serem disparadas imediatamente, Garron escapa do cerco dos agentes do SLT mais uma vez. Ele salta para bordo de um iate particular e mergulha com ele.

Enquanto isso, em Mimas, cientistas terranos fazem a autópsia de uma vítima de Garron. Na mulher, por enquanto, se restringem a medir a atividade cerebral. Com a ajuda de sondas sintrônicas, o conteúdo da memória da pobre mulher é avaliado. Das imagens, algumas coisas são percebidas. Era realmente Garron que matava as pessoas. O mutante parecia tender a uma estranha mania. Ele culpava as pessoas ao seu redor por conterem “cores”, e todas as “cores” seriam ruins. A respeito disso, ele fala de uma misteriosa “hiperforça”, um conceito do qual ninguém faz ideia. Lancelot Barnigg especula se o conceito “hiperforça” teria algo a ver com a hipertempestade na qual Garron havia sido apanhado com seu space-jet. É um ponto importante, porque tudo começou com esse acidente. As alusões às “cores” que ele via podiam ser derivadas de sua visão perturbada. Pelo menos no início, Garron tinha falado de um distúrbio de sua visão. Ainda não é claro se Garron é um caso para o sistema penal ou para o sanatório, mas o fato é que o mutante representa um perigo incrível. Lancelot Barnigg decide portanto aceitar o pedido de Gia de Moleon e dispõe-se a se fazer de isca. O plano seria atrair Garron através de Barnigg e envolvê-lo com um escudo anti-psíquico. A tentativa dá certo, contudo Barnigg morre em virtude disso.

Mimas, 1290 NCG, tempo presente: Vincent Garron encontra-se em estado de coma, muito bem mantido na chamada prisão PAKS em Mimas. Antes de Garron ser dominado, o mutante tinha mais de oitocentas pessoas pesando em sua consciência. Os cientistas de Mimas trazem Tuyula Azyk, uma jovem garota blue, para junto de Garron. A blue tinha uma capacidade especial que a tornava uma figura-chave para os terranos – ela era uma conversora-psi. Com a ajuda de sua capacidade, Azyk podia intensificar ou amenizar os talentos psi de outros mutantes, ou ainda convertê-los em outras capacidades. Após sua captura, Garron não fora colocado em coma pelos terranos, mas havia induzido essa condição em si mesmo e provavelmente podia até controlá-la. Quando a garota blue começa a dedicar seu tempo a Vincent Garron, a paranormal gatasense percebe um tipo de sensação, de algo tentando entrar em contato com ela. A blue descreve isso como o estabelecimento de uma conexão. Como durante o tempo todo não se constata nenhuma atividade cerebral em Vincent Garron, os cientistas não são capazes de confirmar a afirmativa.

Os esforços da garota blue permanecem sem sucesso em princípio, e Noviel Residor, o sucessor de Gia de Moleon no cargo de chefe do SLT estabelece um último prazo de duas semanas para as tentativas. Em meio à discussão, uma notícia cai feito uma bomba. Mimas está sendo atacado! O agressor foi identificado como uma nave aconense que deveria apenas reabastecer-se em Mimas. Entretanto, o agressor abre fogo contra a PAKS. Dentro da PAKS, ainda por cima parece ter surgido um traidor, pois o escudo paratron desliga-se. O primeiro pensamento de Noviel Residor é em Vincent Garron! Porém, novas descobertas mostram um outro quadro. Da nave aconense, tropas de combate despejam-se sobre Mimas e penetram brutalmente no para bunker. Logo se vê que o ataque não passava de uma tentativa de libertação de Mongeracza, o superpesado líder dos Guardiões Galáticos. Em meio a isso, Vincent Garron usa a oportunidade para escapar da prisão, agora desguarnecida. Para a LTL, isso é como a irrupção de uma catástrofe. A segunda má notícia chega da base: Tuyula Azyk, a garota blue paranormal, desapareceu em companhia de Garron. É feita uma suposição de que o mutante saltou junto com sua refém para a nave aconense.

Quando as tropas terranas entram na nave aconense, encontram apenas membros da tripulação mortos, incluindo Mongeracza. Tudo é um pesadelo só. Entretanto, a ação do mutante e os corpos espalhados por todo canto ainda mostram alguma coisa aos terranos. Garron tinha desenvolvido outras capacidades terríveis e melhorado os dons que já possuía. A mente do mutante agora era capaz de raciocinar tão rápida e precisamente quanto uma sintrônica. Depois disso, Vincent Garron pode ser considerado com certeza o pior pesadelo da humanidade.

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